Profissionais do Ensino Superior querem ser grupo prioritário da vacinação

Professores, investigadores e restantes funcionários do ensino superior querem pertencer aos grupos prioritários de vacinação contra a covid-19, uma vez que as escolas permanecem abertas durante o novo confinamento que começou hoje.

“Estamos perante um novo cenário em que todos os profissionais estão numa situação de exceção, porque mantêm um contacto diário com alunos e colegas”, disse Mariana Gaio Alves, a nova presidente do Sindicato Nacional de Ensino Superior (SNESup), defendendo que “este cenário obriga a repensar as prioridades de vacinação” definidas no final do ano passado.

Começou hoje um novo confinamento em que “a regra é ficar em casa” mas, entre as exceções, estão os estabelecimentos de ensino, que se mantêm abertos com ensino presencial, ao contrário do que aconteceu em março quando também a comunidade escolar ficou fechada em casa.

E é por causa desta mudança que Mariana Gaio Alves entende que também deve ser repensada a lista dos grupos prioritários na vacinação contra a covid-19.

Sem querer passar à frente dos profissionais de saúde nem de quem trabalha em lares, a professora sublinha que quem está nas escolas contacta diariamente com muitas pessoas.

“A lista dos grupos prioritários foi anunciada no final do ano passado, mas o cenário alterou-se”, afirmou, acrescentando que os profissionais de ensino fazem agora parte do grupo que continua a trabalhar diariamente fora de casa.

O SNESup pede também a realização sistemática de testes de despistagem da infeção à comunidade escolar.

VINHO CALOIRO

Esta foi precisamente uma das medidas decididas na quarta-feira em Conselho de Ministros, mas Mariana Gaio Alves considera que “ficou pouco claro” como se irá realizar a campanha de testagem prometida por António Costa.

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